O Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a prevenção do câncer de mama, também tem abordado o câncer do colo do útero, já que a doença é causada, em sua maioria, pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV). O HPV é um vírus sexualmente transmissível e a principal causa do câncer cervical, sendo os tipos 16 e 18 responsáveis por cerca de 70% dos casos.
Prevenção
A melhor forma de prevenir o câncer do colo do útero é a vacinação contra o HPV e o rastreamento por meio do exame Papanicolau.
Vacina contra o HPV: O imunizante é uma estratégia altamente eficaz para evitar a infecção e o desenvolvimento do câncer. Está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, e em 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única.
Exame Papanicolau: O exame preventivo permite coletar células do colo do útero e identificar alterações precocemente. A recomendação é que mulheres entre 25 e 64 anos façam o exame a cada três anos.
Acesso ao diagnóstico: As campanhas de saúde buscam promover o acesso a exames como o Papanicolau e a colposcopia, que podem detectar lesões causadas pelo vírus.
Sintomas
O câncer do colo do útero, em estágio inicial, pode ser assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são:
Sangramento vaginal anormal: Pode ocorrer após as relações sexuais, fora do período menstrual ou após a menopausa.
Corrimento vaginal: Pode ter odor forte e, em alguns casos, vir acompanhado de sangue.
Outros sintomas: Ardência, coceira nas partes íntimas e verrugas genitais, causadas por tipos de HPV de baixo risco.
Diagnóstico
Além do Papanicolau, o diagnóstico do HPV e do câncer cervical pode envolver outros exames:
Colposcopia: Utiliza um aparelho com lente de aumento para visualizar o colo do útero com mais detalhes, após a aplicação de um contraste.
Biopsia: Em caso de lesões suspeitas, é retirada uma pequena amostra de tecido para análise laboratorial.
Exames moleculares: Detectam a presença do DNA do HPV de alto risco nas células.
Tratamento
Não existe cura para a infecção pelo HPV, mas o tratamento foca na remoção das lesões e verrugas causadas pelo vírus.
Lesões e verrugas: Podem ser tratadas com pomadas, ácidos, crioterapia (congelamento) ou cirurgia.
Câncer do colo do útero: O tratamento depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
Avanços e desafios
A vacinação contra o HPV tem mostrado resultados promissores na redução do câncer cervical. Estudos recentes apontam para a adoção de uma dose única do imunizante no Brasil, o que pode ampliar o acesso à prevenção. Apesar dos avanços, o câncer do colo do útero ainda é um desafio, sendo o segundo mais comum entre as mulheres brasileiras. A conscientização e o acesso à prevenção continuam sendo fundamentais para combater a doença.